VINICIUS DE MORAES E CORA CORALINA
SONETO DA FELICIDADE (Vinícius de Moraes)
De tudo, ao meu amor serei atento Quero vivê-lo em cada vão momento E assim quando mais tarde me procure Que não seja imortal, posto que é chama
Antes e com tal zelo, e sempre e tanto
que mesmo em face do maior encanto
dele se encante mais meu pensamento.
e em seu louvor hei de espalhar meu canto
e rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou ao seu contentamento.
quem sabe a morte, angustia de quem vive
quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Mas que seja infinito enquanto dure.
*Vinicius de Moraes*
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SONETO DA SEPARAÇÃO
De repente do riso fez-se o pranto De repente da calma fez-se o vento De repente, não mais que de repente Fez-se do amigo próximo o distante (Vinicius de Moraes, 1938) |
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Cor-respondência
Remeta-me os dedos (Cora Coralina)
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A AMIZADE,SEGUNDO VINÍCIUS DE MORAES Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Eles não iriam acreditar. Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo!
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.
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